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terça-feira, 9 de abril de 2013

Moments - Capítulo 8

If we could only have this life for one more day
... If we could only turn back time

Se nós apenas pudéssemos ter essa vida por mais um dia.
Se nós apenas pudéssemos voltar no tempo.

Tudo está bem. Pelo menos parece bem. Eu não tenho certeza sobre meus sentimentos sobre o Harry, e não tinha certeza se ele iria corresponder, mas eu não quero expressar para ele isso agora, mesmo que sejam bons ou ruins; depois de reencontrá-lo no ônibus fiquei feliz por saber que nós continuaríamos como amigos, e eu não queria perdê-lo também, então aprendi a enterrar esse sentimento o máximo possível dentro de mim, mas parecia que cada vez que eu olhava dentro dos olhos dele, o sorriso, um abraço, ele fazia aquele sentimento voltar á tona na velocidade da luz.
Já faziam dois meses que eu e Harry estávamos em “paz”, e cada vez mais eu tentando mentir para mim mesma sobre meus sentimentos. Sábado á noite muito chuvosa, tinha uma festa do meu primo de 6 anos para ir, mas eu estava com animação zero. Inventei para minha mãe que estava com cólica e fiquei no meu quarto assistindo filmes. Eu e essa mania de me isolar. Estava assistindo “Ps: Eu te amo” pela 3ª vez. Não sou muito fã de filmes românticos mas esse era um dos meus favoritos. Até que eu ouvi alguém/alguma coisa batendo na minha janela¹, devia ser alguma, galho, uma pedra, mas bateu de novo. Olhei no relógio e eram 23:23, fui na cozinha e peguei uma faca pequena e com a mão direita pra trás cheguei perto da janela, abri a cortina. Não tinha nada, abri a janela, a ventania junto com a chuva veio sobre mim e olhei para os lado de fora.
– AAAAA! – Gritei, quase que o acertei com a faca, era o Harry.
– Achei que você ia me deixar aqui fora pra sempre. – Ele estava com os braços cruzados tremendo, debaixo da chuva, seu cabelo – não mais enrolado – estava grudado no seu rosto, deu vontade de rir por um segundo.
– Harry o que você está fazendo aqui uma hora dessas na chuva? – Ajudei ele a entrar pela janela – Você tem merda na cabeça? E existe uma coisa chama porta sabia?
– Woul, primeiro, larga essa faca. – Fechei a janela do meu quarto e fechei as cortinas, percebi que os dentes tremiam e a boca dele estava bem vermelha por causa do frio.
– Tá. Eu já volto. – Fui na cozinha e guardei a faca. Fui no quarto dos meus pais, peguei umas roupas do meu pai e uma toalha. Voltei para o quarto e Harry estava lá em pé, um pouco trêmulo ainda.
 – Toma. Vai tomar banho e depois a gente conversa – Entreguei as coisas pra ele.
– Que ironia você cuidando de mim agora. – Ele riu de lado e mostrei-o o caminho do banheiro. Eu não era burra e um garoto não vai á sua casa onze e meia da noite á toa. O que eu ia fazer? Fugir da própria casa? Legal. Tentei assistir o filme para distrair e Harry apareceu na porta do meu quarto, abriu os braços e girou.
– Até que eu não fiquei mal com essas roupas de velho. – Ele disse rindo e ri também e joguei um travesseiro nele.
– O que você fez com suas roupas molhadas? Perguntei enquanto ele sentava na beirada da minha cama de casal.
– Eu coloquei na secadora.
– Como você chegou até lá? Está muito íntimo de chegar e já colocar suas roupas no secador da minha casa não acha não? – Eu ri e ele também, então eu peguei o controle e desliguei a Tv.
– Pôxa, esse filme é legal – Fez uma cara de decepcionado.
– Eu fui legal até agora, mas é sério Harry. O que você veio fazer aqui? – Perguntei séria e ele sentou na minha cama, de frente pra mim com as pernas cruzadas também, encostando as costas na cabeceira da cama.
– Você fica muito bonita séria sabia? – Ele sorriu mostrando a covinha e pegou na minhas mãos e meucoração disparou um pouco.
– Harry para, eu estou falando sério, desembucha. – Eu sorri com um pouco de vergonha.
– Você está me devendo um beijo lembra? Eu só vou te contar se você me der um beijo. – Ele puxou meu braço, fazendo com que eu chegasse mais perto dele.
– Eu não sei se isto é certo por enquanto Harry – Tentei resistir e ele colocou a mão no meu rosto.
– Um beijo não faz mal á ninguém – Então ele puxou meu rosto e pude sentir os lábios dele um pouco gelados ainda por causa do frio, eu paralisei por alguns segundos sentindo seus lábios pressionados nos meus. E por causa disso eu senti Harry recuando e me olhando de uma forma confusa, dei um sorriso torto pra que ele entendesse que deveria me beijar outra vez e foi isso que ele fez. De uma forma delicada e suave, mais não menos faminto por meus lábios.
Era estranha aquela sensação que me rondava, pode até parecer clichê mais eu estava sentindo como se um buraco tivesse sido aberto em meu estomago e com isso trilhões de sensações foram liberadas juntas. Estranho? Some isso a aparente vertigem que tomava meu corpo. E assim que Harry aprofundou o beijo eu percebi que toda a minha insegurança estava com um q de errada.
Ele poderia realmente me amar certo? Ou assim eu esperava.
A cada segundo que passava o beijo ia se aprofundando mais e mais e eu perdia o controle do meu corpo, Harry colocou suas mãos sobre a minha cintura e eu coloquei meus braços sobre seu pescoço. Clichê né? Mais é a ordem natural dos beijos nem vem.
Senti uma mordida em meus lábios e percebi Harry sorrindo com isso, eu não deixaria isso barato e então eu apertei seus cabelos e o ouvir reclamar, só que isso me parecia uma reclamação de desejo. E com isso o beijo foi tomando um caminho que eu sinceramente não queria mais oque se pode fazer quando seu corpo está entregue a pessoa? E quando eu percebi ele já estava levantando a minha blusa, oi? Como assim gente que menino rápido.


Nota¹: Protagonista mora numa casa, ao contrário de Harry, num apartamento.
 

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