– Ok. Explique-me, sou toda ouvidos. – olhei dentro dos olhos dele e ele suspirou forte.
... – Tudo começou quando os meus amigos começaram a me zuar’ que eu não pegava ninguém e... – Eu não aguentei, eu queria aguentar MESMO. Mas não consegui. Eu estava segurando desde que o vi parado na porta, mas tudo veio à tona e coloquei a mão no meu rosto e comecei a chorar. Como Harry tinha a capacidade de me usar com tamanha frieza? – Por favor (s/n) não fica assim. – ele veio me abraçar e eu levantei me afastando.
– Não me toca Harry, não me toca. – eu disse em meio ao choro e ele levantou da cama vindo na minha direção e parou na minha frente.
– Por favor. A gente precisa começar tudo de novo.
– Sai de perto de mim – Meus olhos encharcados de lágrimas e num tom muito trêmulo eu disse. – Eu tenho NOJO de você. Tá ouvindo menino? N-O-J-O. Você não sabe o quanto meu coração dói, ao falar isso e ouvir essas coisas de você – chorando – você não sabe!
– (s/n) Pov’s Off –
– Gemma Pov’s on –
Eu estava sentada na sala com a mãe da (s/n) e minha mãe que tentava acalmá-la. Com pouco, ouvi alguns gritos
“Eu tenho NOJO de você. Tá ouvindo menino? N-O-J-O.”
– Vish, a coisa tá pegando fogo lá dentro. – Eu disse.
– Melhor eu ir lá – a mãe de (s/n) ia levantar para ir no quarto mas minha mãe impediu.
– Melhor não.. Isso os dois tem que resolver. Sozinhos. – E ela se sentou.
– Gemma, vai buscar um copo de água com açúcar pra ela.
– Gemma Pov’s off –
– (s/n) Pov’s On –
Ele ainda estava parado na minha frente. Com uma expressão que ia chorar também.
– O que mais? O que mais que você fez? Me conta. Ficou com a minha melhor amiga?
– Foi. – ele abaixou a cabeça – E...eu fui pra Londres com ela – ele disse num tom baixo, mas que deu pra ouvir. Não aguentei ouvir aquilo e dei um tapa na cara dele. Sim UM TAPA.
– Não ouse me procurar mais. – peguei minha bolsa que estava em cima da cama da Gemma e saí do quarto, ele veio me seguindo.
– Mãe, vamos embora? – apareci na sala enxugando as lágrimas.
– Mas o que aconteceu minha filha? – Minha mãe levantou do sofá e veio me abraçar.
– Nada. Eu só quero ir embora. – Harry aparece atrás de mim.
– (s/n), por favor, a gente precisa conversar.
– Eu acho que já está bom demais de conversas por hoje – Anne entrou na frente de Harry e nos guiou até a o elevador.
5 meses depois...
Minha barriga já estava relativamente grande, eu já estava com oito meses e minha mãe me ajudou com os exames e tudo mais. Mudei de horário de serviço radicalmente, estudaria à noite e trabalharia de manhã, eu iria mover céus e terra para não ver mais o rosto do Harry, por mais que isso me doesse lá no fundo, por mais que toda vez que eu olhasse para a minha barriga, meu coração falava para voltar com ele. Eu não podia. Não vi a irmã dele, nem a mãe dele. Qualquer pessoa ou coisa que me lembrasse de ele eu não queria por perto. Minha situação com (nome da sua melhor amiga)? No dia seguinte da confusão, tive uma conversa com ela na escola, colocamos tudo em pratos limpos, a culpa não era dela. Então, num sábado á tarde, eu estava assistindo Tv no meu quarto e bateram na minha porta. Minha mãe abriu uma pequena fresta.
– Tem alguém querendo visitar você – Ela sorriu e abriu a porta, era Gemma.
– Olá, licença. – ela sorriu, eu não gostava muito daquilo, o sorriso dela era idêntico ao do Harry. Ela fechou a porta e sentou na beirada da cama perto de mim. Desliguei minha Tv. – Nossa, mas como já tá grande sua barriga! – Ela disse sorrindo e passando a mão na minha barriga.
– É.. – sorri – grande e pesado – nós duas rimos.
– Já descobriu o sexo?
– Sim, é menina.
– Anw, que fofa – ela sorriu.
– Mas Gemma.
– Hm? – ela desviou os olhos da minha barriga e olhou para mim.
– Você não veio aqui REALMENTE, pra isso não é? Como que o Harry está? – Quando eu fui fazer a 2ª pergunta, minha voz saiu um pouco trêmula e me lembrei da noite que ele me confessou tudo.
– É... isso mesmo. Olha (s/n), eu não vim aqui pedir que você perdoe meu irmão, eu sei que o que ele é fez é tão idiota, que eu mesma bateria nele por você – por um momento eu ri, engraçado do jeito que ela disse –, mas a situação que ele tá. Não é a das melhores.
– O que ele está fazendo? – me ajeitei na cama.
– Bom, eu não sei BEM por que ele não me conta tudo sobre a vida dele. Mas, as notas dele caíram demais e ele parou de trabalhar. Ele só fica infurnado naquele quarto agora. De vez em quando eu vejo ele entrando com umas latas de cerveja, e nem adianta falar pra ele abrir a porta que ele tranca. – Suspirei fundo e ela disse seu pensamento em voz alta – Ai, mas eu não sei por que estou aqui, realmente, ele fez isso com você e entra em depressão depois que vocês se separam. Eu realmente não sei o que se passa na cabeça dele (s/n), não sei. Por isso eu vim te chamar pra você ir lá em casa, conversar com ele.
– Gemma, eu não sei se ainda é uma boa ideia revê-lo.
– Por favor – ela pegou na minha mão direita – eu só quero que ele fique bem, eu sei que ele não é digno do seu perdão, mas, do jeito que ele está. Eu não aguento ver ele assim. – Suspirei e olhei para ela que estava com um olhar de que eu tivesse misericórdia do irmão dela.
– Tudo bem, eu vou. Eu vou tomar um banho e já volto.
– Ok, ok – ela me abraçou desprevenidamente, acho que era a primeira vez que ela me dava um abraço – obrigada mesmo! – ela saiu do abraço e passou a mão no meu cabelo sorrindo e levantou e foi saindo do quarto – te espero na sala – ela fechou a porta e eu fui me arrumar, depois de tomar banho e trocar de roupa, quando estava penteando meu cabelo, eu não acreditava que ia ver ele depois daquele tempo. Pode ter sido uma escolha idiota ter dito sim, mas eu não sou tão má a esse ponto. Antes de tudo ele é um ser humano e parecia que só EU podia ajudá-lo.
– Vamos? – aparecia na sala, enquanto Gemma e minha mãe conversavam.
– Vamos. – despedi da minha mãe e fomos em direção á rua. Na frente da minha casa estava estacionado o Ranger Over preto.
– Esse carro não é do Harry? – perguntei enquanto dava a volta para sentar no banco passageiro e ela abria o carro.
– Todo mundo pensa, mas na verdade é do meu padrasto! – abriu a porta do carro, eu também abri, sentei e coloquei o cinto – Olha (s/n) você tem certeza de que quer ir? Não quero parecer que estou forçando a barra e tal. Não quero fazer nada contra sua vontade.
– Não se preocupe, vamos sim.
– Ok! – Ela sorriu e dirigiu rapidamente á casa dela, quando dei por mim, já estávamos na frente da porta do apartamento. Entrei, não tinha mudado nada a casa, mas Anne estava sentada no sofá assistindo Tv, assim que ela me viu entrando, levantou rapidamente e veio me dar um abraço.
– Olha quem chegou! – me abraçou cuidadosamente – nossa, mas como já está grande! – ela abaixou sorrindo e passando a mão na minha barriga e Gemma apareceu do meu lado.
– Mãe, cadê ele? – assim que ela disse “ele” o sorriso de Anne sumiu.
– Ele está lá enfurnado no quarto como sempre. – Ela levantou – Você vai lá conversar com ele? – ele disse passando a mão no meu cabelo.
– Vou tentar – dei nos ombros e segui o caminho do corredor que tava na porta do quarto dele e bati na porta e girei a maçaneta, estava aberta. E abri uma pequena fresta.
– Harry?
– Vai embora – voz dele mais lenta que já é e abafada pelo travesseiro.
– Tá bem.
– Não não – ele disse rapidamente – você. Você fica. Entra aí. – Entrei no quarto dele e estava tudo ABSOLUTAMENTE bagunçado. Parecia que tinha passado um furacão ali. Notei que a tinha uma lixeira do lado da cama dele com latinhas de cerveja duff. Ela já estava transbordando e tinha umas no chão, em volta. Ele estava com a coberta da cintura para baixo e sem camisa. Como sempre. Assim que ele me viu levantou da cama e o seu cabelo estava MUITO bagunçado. Tenho que admitir que estava sexy. E ele veio andando na minha direção, parecia estar um pouco bêbado.
– (s/n)......por favor....... volta.. pra mim... – ele estava com um olhar bem sonolento, com olheiras e caiu no meu ombro e tive que segurá-lo um pouco.
– Olha Harry – levantei ele um pouco e coloquei-o sentado na cama – eu não posso fazer esforço e vai tomar um banho, eu vou te esperar na sala pra conversar.
– Tá....bom... – saí do quarto dele e fiquei uma hora esperando-o na sala. Assim que ele saiu do quarto, parecia outra pessoa. Estava bem mais consciente.
– Olha... – Assim que Anne notou que ele saiu do quarto, saiu da cozinha com Gemma atrás dela – nós vamos no supermercado e deixar vocês dois sozinhos. – as duas saíram e Harry sentou no sofá que tinha á minha frente. Separados por uma mesa de centro. Ficamos nos encarando por alguns segundos em silêncio. Eu odiava quando isso acontecia. Até que ele levantou, deu a volta na mesa de centro e agachou perto de mim, com a mão no meu joelho.
– Posso? – ele apontou para minha barriga.
– Claro. – eu disse tentando não demonstrar qualquer sentimento pelo som da minha voz. Então ele ajoelhou e chegou mais perto, colocando o ouvido esquerdo na minha barriga. Peguei a mão dele direita que estava no meu joelho e coloquei a mão na minha barriga. Ele afastou a cabeça, mas ainda com a mão, pode sentir o bebê dando um chute e pela expressão de surpresa dele, sentiu também.
– Menino ou menina? – ele se levantou e sentou do meu lado.
– Menina. – eu dizia de cabeça abaixada, e ele colocou a mão na minha barriga novamente. – olha Harry – olhei para ele que ainda observava minha barriga.
– Hm?
– A sua irmã me contou sobre sua antiga namorada. E...eu sei como seu coração está... – Ele me interrompeu.
– Olha (s/n)... Eu sei que eu fui um completo idiota. Deixei-me levar pela opinião dos outros, tudo que eu quero agora é cuidar da minha filha de perto. Mesmo que você não queria isso, eu aceito que sejamos só amigos, mas eu não quero que ela sinta a dor que eu sinto, de não ter um pai. Não sou ingrato pelo meu padrasto, mas...eu simplesmente não quero. – Aquela atitude madura do Harry me impressionou.
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