You know I'll be
... Your life, your voice,
Your reason to be my love
My heart is breathing for this
Moment in time
I'll find the words to say
Before you leave me today
Você sabe que eu serei,
Sua vida, sua voz,
Sua razão para ser meu amor.
Meu coração está respirando por isso.
Momentos no tempo,
Eu acharei as palavras pra dizer.
Antes que você me deixe hoje.
Assim que ele terminou de falar, continuou observando minha barriga, e eu meio que fiquei paralisada com aquela atitude do Harry.
– Ok Harry, eu não me importo de você querer ficar perto da sua filha – ele sorriu de lado – mas, você não pode ficar do jeito que estava ali no quarto, você tem uma família também sabia?
– Minha família agora é você e minha filha. – ele disse sem desviar a atenção da minha barriga. Então eu tirei a mão dele da minha barriga.
– Harry, olha pra mim. Dentro do meu olho. – Seus olhos,verdes como o gramado do Central Park em maio, me encaram. – O que você quer mim?
– Não o quê, e sim você.
– Para com isso. – eu disse num tom sério.
– Parar com o que? – eu me levantei.
– Primeiro você me faz de sua “boneca” – faz aspas com as mãos –, brinca com meus sentimentos, agora eu estou grávida, encare a situação, você está me deixando confusa, me explica. O que você quer de mim. – ele suspirou fundo e olhou para o chão, coçou a nuca e levantou-se, ficando frente a frente comigo e colocou as mãos sobre meus ombros.
– Eu não sei explicar. Eu só – ele faz uma pausa – sinto.
– Ok Harry mas preste atenção. Nada é assim, você fez algo errado e de um dia para o outro está normal como se nada tivesse acontecido, eu também tenho sentimentos sabia? E se você sente isso mesmo, por que não ficou comigo até o fim? Teve que ir me trair com outra.
– Eu já disse, fui um completo idiota.
– Eu sei, eu sei. Você sabe. Todo mundo sabe. Mas diga isso para o meu coração. – enquanto eu falava, fazia um olhar meio caído. Percebi que não teria resposta e peguei minha que estava em cima do sofá, enquanto ele me acompanhava com os olhos. Assim que comecei a sair, ele me acompanhou até o elevador, e quando ele chegou, me deu um abraço cuidadoso e falou num tom baixo.
– Por favor, qualquer coisa. Me liga. Qualquer coisa.
– Está bem – era um pouco engraçado o tom de preocupação dele. Entrei no elevador a acenamos um para o outro despedindo.
Eu decidi voltar aos meus horários normais de trabalho/escola e pelo visto, Harry tinha voltado a trabalhar também, no início não o encontrava no ônibus, mas depois ele apareceu. Estava ficando até chato de tanto que me perguntava se eu tinha comido direito, que eu não podia fazer esforço e bla bla bla. Garotos, ops, eu acho que ele já tinha virado um homem. Homens. A cada dia que se passava, ás vezes eu ia jantar na casa dele, namorados ou não, aquele bebê também faz parte da família dele, e ficávamos conversando, perto da ponte dos desejos. Isso me trazia na memória a época que éramos namorados, e um mar de insegurança vinha junto dizendo que eu sempre tinha que andar um pé atrás com ele. Sempre.
– Harry Pov’s on –
Eu não sei o que estava acontecendo dentro de mim mas, depois que eu recebi aquela notícia que ia ser pai. Pai. – não caiu a minha ficha totalmente, eu vou confessar – Alguma coisa dentro de mim, diz que eu preciso cuidar da (s/n) e desse bebê que ela está esperando agora. Eu não quero dar desgosto para minha mãe, e se eu sei que se ela foi aquele dia na minha casa no fim de semana, foi por que Gemma tinha ido buscar ela. Ouvi-a conversando com minha mãe antes de ir. Agora é a minha vez de fazer alguma coisa certa. Pelo menos alguma coisa.
– Na sexta-feira dentro do ônibus –
– Nós somos procurados agora pela polícia por ter ultrapassado a cerca do letreiro – ela riu.
– Shhhhhh, fala mais baixo! – Eu disse rindo também.
– Vamos lá de novo?
– O quê??? – Olhei com uma expressão de muita surpresa pra ela.
– Vamos lá de..
– Interrompi. – Não, não, não. Eu entendi. Só não entendi essa sua ideia maluca. Do jeito que você está não dá pra ir de jeito nenhum.
– Harry, por favor né. Eu estou grávida mas não estou aleijada.
– Deus te livre – ele disse rindo.
– Se eu for depois que ela nascer, vou ter que subir aquela estradinha com o bebê e tal.
– Sem problema, eu a carrego.
– Nós vamos e ponto final. Vai seer. Hm... Sábado que vem. – A expressão de teimosa que ela fazia ficar parecendo um bobo apaixonado.
Até que Eu tive uma brilhante ideia e a de ir ao letreiro não serial mal. Tinha decidido que iria demonstrar que o meu sentimento agora, era de verdade. Então, chegou o dia, busquei-a no mesmo horário da última vez e seguimos o trajeto. Enquanto dirigia o carro, sentia minhas mãos suando.
– Harry, você tá bem? – ela disse colocando a mão na minha testa.
– Sim....Eu estou sim.
– Nossa mas você está suando frio. Tem certeza? A gente pode voltar se você quiser.
– Não!! – falei um pouco alto e ela olhou pra mim assustada – desculpa. É que, já estamos aqui no meio do caminho e... você estava animada para vir. Não quero estragar nada.
– Tá né. – ela se acomodou no banco com uma expressão de desconfiada.
Descemos do carro, fizemos o mesmo caminho para chegar lá em cima.
– Aleluia – ela suspirou – da última vez, foi você quem arrumou, deixa que eu arrume agora. – Ela estava abaixando para pegar algumas coisas.
– Não, fica sentada que eu faço tudo.
– O que eu disse sobre as pernas aleijadas Harry? – ela me lançou um olhar como se tivesse me chamado de retardado, e eu tive que rir. Mas não podia esquecer o mais importante. Ajudei-a esticar o lençol e ela tirava algumas coisas da cesta sentada, enquanto eu estava em pé, observando a paisagem. Com a perna esquerda inquieta.
– Você vai ficar parado aí? Eu vou comer tudo se você não vier. – olhei para ela e ri. Ficamos sentados, comendo e conversando sobre coisas da vida. Era uma sensação diferente não precisar fingir na frente dela e aquele momento ali tão “simples” me fazia me sentir tão bem. Tinha me esquecido dessa sensação quando me deixei levar pelos meus amigos. Aliás, eles não tinham culpa de nada. As escolhas foram minhas. E eu fiz uma escolha agora. Já eram 23:43 e eu suspirei fundo.
– (s/n).
– Hm? – ela olhou para mim.
– Eu preciso te perguntar uma coisa.
– Pode falar – meus batimentos cardíacos só aumentavam. Então eu tirei uma caixinha do bolso do meu casaco e abri na frente dela.
– Você quer casar comigo?
– Harry Pov’s off –
– (s/n) Pov’s on –
– (s/n). – Ele falava o meu nome de um jeito que fazia meu coração disparar.
– Hm? – olhei para ele.
– Eu preciso te perguntar uma coisa. – Um trilhão de coisas de passaram na minha cabeça.
– Pode falar – tentei perguntar, eu estava com um pouco de medo. Até ele colocou a mão dentro bolso do esquerdo e tirou uma caixinha de veludo preto e abriu. Tinha um anel de noivado. Era prata com um diamante em cima.
– Você quer casar comigo? – Quando aquelas palavras saíram da boca dele. Tsc. Eu fiquei em estado de choque. Eu tinha que encontrar uma resposta o mais rápido possível.
– É..é.. nós somos muito jovens para isso – fui tudo que eu encontrei e terminei a frase com uma risada pra TENTAR disfarçar meu nervosismo.
– A vida é curta demais. Eu não quero que a minha filha nasça sem um pai – Ele chegou mais perto de mim – não posso pensar que eu não vou acompanhar o crescimento dela, muito menos outro cara cuidando dela, e de você. – WOL. Pera. Informação demais. Parecia que ele tinha colocado pra fora tudo que ele sentia que estava até ofegante. Sentia seu clássico hálito de menta. Até que eu olhei para a boca dele e vi que ele estava se aproximando.
– Não Harry – virei o rosto.
– O que foi? – num tom de inconformado ele disse.
– Está tudo indo muito rápido como antes.
– Mas dessa vez é real. Acredite em mim – ele pegou na minha mão.
– Eu queria, mas, mas não consigo – olhávamos um dentro do olho do outro.
– Vamos tentar. Pelo menos tentar. Se não, eu posso até sumir da vida de vocês duas.
– Mas eu não quero outra dor Harry. De novo não.
– Você confia em mim? – acenei sim com a cabeça – Você me ama? – fiquei paralisada.
– A questão não é tentar. Meu coração está machucado ainda. – suspirei e olhei para a vista.
– Eu posso ajudar esse coração ferido. É só você aceitar. E se você disser não, eu vou ter que dar esse anel... pra Gemma, sei La.. – eu ri do jeito que ele disse, olhei para ele que estava com um olhar de ansiedade esperando por minha resposta. Então estendi minha mão para ele e ele abriu um sorriso enorme a colocou o anel na minha mão. E veio para cima de mim me beijar.
– Cuidado com a minha barriga – eu disse rindo e ele ria também, ele me beijou e acariciava o meu rosto delicadamente como se eu fosse uma obra de arte caríssima. Até que paramos no beijou, mas ele falava bem próximo de mim ainda que dava para mim sentir sua respiração.
– Você não sabe o quanto eu senti falta disso. Meu coração sentiu falta disso. – Ele dizia passando a mão no meu cabelo e eu sorria envergonhada e quando dei por mim estávamos beijando novamente. Eu ia começar a vida de novo, era incerto? Sim. Mas assim é a vida. Erramos, caímos, levantamos, começamos de novo. E assim nesse círculo até encontramos o que procuramos. Ele me deixou em casa, e marcamos que faríamos um almoço no dia seguinte com nossas famílias juntas para anunciar a notícia, na minha casa. O almoço aconteceu, todos ficaram muito felizes, principalmente minha mãe, Anne e Gemma. Estava tudo indo tão bem.
– (s/n) Pov’s off –
– Harry Pov’s on –
Depois de um fim de semana mega agitado, enfim segunda. Fui para a escola, cheguei em casa, almocei e fui me arrumar para o trabalho. Toda vez antes de sair, verifico se o cartão da passagem está no meu bolso, mas não cosegui achá-lo. Quase virei o apartamento de cabeça para baixo e não consegui encontrar. Já estava mais que atrasado e sentei no sofá desistindo de ir. Mas lembrei de que minha mãe guarda alguns trocados num pote da cozinha. Peguei, e saí VOANDO para pegar o ônibus mais rápido possível. Todo dia no horário do café eu ligava para (s/n) ver se estava tudo bem com ela. Mas hoje não consegui falar com ela. O celular estava só dando desligado. Estranho. Bom, não interessava, quando eu estivesse no ônibus, encontraria com ela. A hora foi se passando, e eu com tanto trabalho para fazer acabei perdendo meu horário normal. Quando olhei no relógio eram 20:00h. Merda. Tentei ligar para o celular de (s/n), mas continuava desligado. Eu pressentia que alguma coisa estava errada. Fui embora normalmente, mas pensando no que tinha acontecido no decorrer do dia. Cheguei em casa e minha mãe e irmã estavam sentadas no sofá chorando.
– Olha ele aí – assim que ela notou minha presença, minha irmã disse fungando. Minha mãe veio correndo e me abraçou forte.
– Graças a Deus está tudo bem com você, pensei que tinha acontecido alguma coisa – ela não parava de chorar.
– Mas o que está acontecendo aqui? – Minha mãe saiu do abraço e eu fui entrando para a sala. Tinham dois bombeiros sentados no meu sofá. E minha mãe não parava de chorar – DÁ PRA ALGUÉM ME EXPLICAR O QUE ESTÁ ACONTECENDO? – Eu precisa de uma explicação ali. Até que minha mãe sentou do lado da minha irmã e um dos bombeiros, um mais forte e alto, levantou e esticou a mão para me cumprimentar, e retribuí.
– Boa noite, eu sou o bombeiro Stevens. E.. você deve ser o Harry né?
– Sou sim. Por quê?
– Você conhece – ele pegou um prancheta e olhou no papel – (seu nome completo)?
– Ela é minha noiva por quê?
– Ela sofreu um acidente muito grave hoje. – Assim que aquilo entrou no meu ouvido, sentir todo meio corpo estremecer e deixei minha mochila cair no chão. Eu não podia acreditar. Não pode ser.Não.
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